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“Os
valores morais e sociais, influenciam as escolhas das pesquisas, sendo impossível a neutralidade.”
Proposição:
A filosofia nasce da observação
do mundo pelo homem, através da indagação, na formulação de questionamentos e
suas proposições e respostas. Tais proposições e respostas são provindas do
absorvimento da realidade através dos sentidos, seja ele na verificação e
avaliação de experiência e pesquisa, seja ele na organização racional ou na
simples suposição lógica. Mas a primeira constante observada é a seguinte,
qualquer pesquisa ou experiência é influenciada pela individualidade conceitual
do pesquisador, pois a visão de quem a realiza é desequilibrada, consciente ou
inconscientemente, por suas experiências pessoais.
Tal concepção se completa no
pensamento husserliano de que “não é possível explicar as coisas e seus
fenômenos mediante construções formais e abstratas [mesmo que totalmente organizadas pela razão]. Não existe
consciência pura, pois toda consciência é consciência de alguma coisa.” [1];
e numa releitura de J. Lacan, ainda, onde “a racionalidade não é algo objetivo
e límpido, pois ela também é fruto da obscuridade do inconsciente.” [2]
Ampliando nosso olhar, o
relativismo individual atribuído ao processo de uma pesquisa cientifica, assim
como uma observação baseada na mera suposição, reflete-se num âmbito social. Na
Idade Média, a Igreja Católica restringiu dominou o conhecimento, sua
produção, distribuição e perpetuação. Esse é um exemplo de como a elite social
tem o poder sobre a produção de conhecimento, cultura e tecnologia. No
rompimento da filosofia com o dogmatismo clerical na época do Renascimento e
Iluminismo, temos a síntese concreta do que Habermas exprime: a razão moderna é
fruto da lógica instrumental herdada do pensamento empirista iniciado por Francis
Bacon, quando a Ciência se torna meio de aquisição de domínio humano na natureza,
ou seja, a prática científica se desenvolveu segundo as necessidades do homem
no espaço-tempo o qual atravessou.
Em suma, o que posso propor é que a tecnologia é pragmática e a pesquisa científica como fonte de tal tecnologia é produto da necessidade de uma reação. Com esse olhar, “os valores morais e sociais, influenciam [sim] as escolhas das pesquisas, sendo impossível a neutralidade.”
Sempre filosofando... xD Eis o que vale na vida, a imagem e palavra, essencialmente palavra.. rs agora desce café nessa zona! kkk
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