23 de abril de 2012

Crítica: O Vendedor de Sonhos: O Chamado [Augusto Cury]

Essa é uma breve crítica que fiz sobre o livro de Augusto Cury, paulista de Colina, escritor, psicólogo e psicoterapeuta já famosinho com seus livros de ficção/auto-ajuda, sendo até citado pela revista Isto É e pelo jornal Folha de São Paulo como o autor mais lido da última década no Brasil. O Vendedor de Sonhos: O Chamado já não é uma novidade, foi lançado em dezembro de 2008 e devido ao sucesso, foi lançada outra obra dentro da temática (que eu ainda não li): O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos, em 2009.
O texto abaixo já foi publicado antes num outro perfil de publicações em rede, quando tinha acabado de ler, mas preferi republicar aqui e agora, achando que talvez aqui ele tenha mais abrangência. Então, você!, não deixe que caia no ostracismo. Missão também sua.
Tô muito formalzinho nesse texto explicativo e antes que eu exclua e escreva tudo mais uma vez, vou clicar em postar e que seja feliz-para-sempre.

Beijo na velha tia. Quem sabe, sabe.
Fui.
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O Vendedor de Sonhos: O Chamado
Augusto Cury


Tocante, essa é a primeira palavra que vem a minha cabeça pra descrever esse livro que, mesmo utópico, teve palavra para falar sem restrição de altruísmo, solidariedade e desapego material. Tão voltado para a "humanidade", quase se vê politicamente incorreto. Humanidade, nisso que ele nos faz pensar. Augusto Cury transfere ao protagonista, chamado muitas vezes apenas de 'mestre' ou propriamente 'vendedor de sonhos', uma postura messiânica e socrática, resplandescendo o brilho de duas das maiores figuras da história, dois mitos.


A intenção do autor não é tentar nos fazer adquirir tal postura, mas abrir nossa cabeça para nossas reações em relação a ele. Por meio de situações diversas, Cury, através do 'vendedor de sonhos', faz-nos enxergar modos que nunca imaginamos de enfrentar os problemas. A surpresa da história está aí, na filosofia que inspira, na reflexão (que até pode se tornar assunto para outro texto). Isso porque a trama, mesmo bem composta no geral, é até um pouco previsível, nada que a torne insossa.


O Vendedor de Sonhos: O Chamado nos vende o questionamento da vida moderna, mas além de tudo nos abre os olhos para a realidade de que somos APENAS seres humanos, pequenos, frágeis, fugazes.

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